Os números de 2011

1 jan

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.200 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 53 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Catorze santos auxiliares

22 dez

Os catorze santos auxiliares são venerados pela Igreja Católica como intercessores eficazes contra as mais diversas doenças. O culto a eles surgiu no século XIV, na região da Renânia, provavelmente como consequência da peste negra que assolava a Europa no supracitado período.

Histórico de Veneração

A devoção aos santos auxiliares teve início na Renânia, agora parte da Alemanha, na época da peste negra.
Entre o grupo encontram-se três virgens mártires: Santa Margarida de Antioquia, Santa Bárbara e Santa Catarina de Alexandria, conhecidas também como Santas de Casa.
Como os outros santos começaram a ser invocados juntos dessas três virgens mártires, eles passaram a ser representados juntos em trabalhos artísticos. A veneração popular teve início nos mosteiros que traziam dentro de si as relíquias dos ditos santos. Todos os catorze, com exceção de Santo Egídio, foram martirizados.
Como o culto aos Catorze Santos Auxiliadores mostrou-se forte no século XVI, o Papa Nicolau V estendeu indulgência àqueles que mantivessem devoção pelos santos do grupo, o que não foi longamente aplicado, tendo caído em desuso.
Embora tenham festas em dias separados, os catorze são comemorados no dia 8 de agosto, embora essa data nunca tenha tomado parte do Calendário Geral Romano para veneração universal. Quando esse calendário foi revisto em 1969, com a criação do Calendário Católico Romano de Santos, as celebrações individuais de Santa Bárbara, Santa Catarina de Alexandria, São Cristóvão e Santa Margarida de Antioquia foram abandonadas, embora em 2004 o Papa João Paulo II tenha restituído para 25 de novembro um memorial opcional a Santa Catarina de Alexandria, cuja voz foi ouvida por Santa Joana d’Arc. A celebração individual de todos os catorze foi incluída no Calendário Geral Romano de 1954, o Calendário Geral Romano do Papa Pio XII e o Calendário Geral Romano de 1962.
Comparado ao culto dos catorze santos auxiliadores foi o dos Quatro Santos Marechais, que também foram venerados na Renânia como os Marechais de Deus. Os quatro santos marechais eram São Quirino, Santo Antão, Papa Cornélio e Santo Humberto.

Patronato

Santo Acácio, 8 de maio

Contra as dores e demais males de cabeça.

Santa Bárbara, 4 de dezembro

Contra febre, morte súbita ou decorrente de tempestade.

São Brás, 3 de fevereiro

Contra doenças da garganta e protetor dos animais domésticos.

Santa Catarina de Alexandria, 25 de novembro

Contra morte súbita

São Cristóvão, 25 de julho

Contra a peste bubônica e perigos durante a viagem.

São Ciríaco, 8 de agosto

Contra a tentação no leito de morte.

São Denis, 9 de outubro

Contra as dores e demais males de cabeça

Santo Erasmo, 2 de junho

Contra as enfermidades do ventre, dos intestinos e as dores de parto.

Santo Eustáquio, 20 de setembro

Contra a discórdia familiar.

São Jorge, 23 de abril

Pela saúde dos animais domésticos.

Santo Egídio, 1 de setembro

Contra a praga, por uma boa confissão, e pelos inválidos, mendigos e ferreiros.

Santa Margarida de Antioquia, 20 de julho

Contra os ataques diabólicos e por um bom parto.

São Pantaleão, 27 de julho

Contra o câncer (cancro) e a tuberculose, e pelos médicos.

São Vito, 15 de junho

Contra epilepsia, morte decorrente de tempestade, e pela proteção dos animais domésticos.

Em alguns momentos a invocação de um dos santos acima é substituída pela de Santo Antão, São Leonardo de Noblac, São Nicolau, São Sebastião, Santo Osvaldo, Papa Sisto II, Santa Apolônia, Santa Doroteia, São Wolfgang ou São Roque. Na França a Virgem Maria é adicionada ao rol dos catorze santos auxiliares.

A Basílica em Vierzehnheiligen

Basílica de Vierzehnheiligen, o maior templo do mundo em honra aos Catorze Santos Auxiliadores

Os catorze santos auxiliares são honrados na Baviera com o título de vierzehn Heiligen (catorze santos, em alemão) e a Basílica de Vierzehnheiligen é dedicada a esses Santos Auxiliadores. A igreja construída em estilo barroco foi erguida entre 1743 e 1772.
A devoção a esses santos começou na região em 24 de setembro de 1445, quando Hermann Leicht, um jovem que pastoreava as ovelhas de um mosteiro franciscano, viu uma criança chorando num campo próximo a um mosteiro da Ordem de Cister em Langheim. Quando ele se agachou para tomar nos braços a criança que chorava, ela desapareceu subitamente. Algum tempo depois, a mesma criança apareceu no mesmo lugar. Dessa vez, duas velas queimavam próximas a ele. Em junho de 1446, Leicht viu a criança pela terceira vez. Dessa vez, a criança trazia junto de si uma rosa vermelha num cesto e estava acompanhada de outras treze crianças. A criança disse: “Nós somos os catorze auxiliadores e desejamos que construa uma capela aqui, onde possamos descansar. Se você for nosso servo, nós o seremos de você!” Um curto espaço de tempo depois, Leicht viu novamente duas velas descendendo queimando sobre o lugar. É alegado que, a partir de então, curas milagrosas começaram a ser manifestadas e atribuídas aos catorze santos.
Os irmãos da Ordem de Cister, a quem pertenciam as terras, logo construíram uma capela que começou a receber peregrinos imediatamente. Um altar foi consagrado por volta de 1448.
Muitos peregrinos continuam a visitar a agora basílica ainda hoje, em grande fluxo principalmente entre os meses de maio e outubro.

Josias de Souza postou: Aluguel mais caro de Nova York: US$ 100 mil ao mês

19 dez

Diz-se que o dinheiro não é tudo. Verdade. Há também as ações ao portador, os carros, os iates e os imóveis.

Imóveis como a casa novaiorquina do diretor de cinema Marcus Nispel e sua mulher, Dyan. Fica na Rua Lafayette, no SoHo.

Os proprietários vivem mais na costa oeste dos EUA. Raramente usufruem dos 1.200 m2 que lhes servem de morada em Nova York.

Vinham alugando o imóvel para festas e filmagens. O vídeo lá do alto, estrelado pela cantora Beyoncé, foi rodado na sala da casa.

Filmou-se no local inclusive a cena em que Beyoncé aparece flutuando sob a água, vestida de branco. Há piscina no interior da sala.

Pois bem. O palacete dos Nispel foi posto para alugar. Sai a US$ 100 mil por mês. É, hoje, o aluguel mais caro da cidade.

Superam-no apenas algumas suítes do Waldorf Astoria, na Park Avenue. Ali, um teto de 550 m2 custa US$ 150 mil por mês, incluindo o serviço de hotelaria.

Os EUA, como se sabe, estão em crise. Uma crise que dá a Ben Bernanke, o presidente do ex-todo-poderoso Federal Reserve, a aparência de um personagem de filme de terror.

Mas, para certas pessoas, o inferno de Bernanke não chega a ser uma questão financeira relevante. Lá, como cá, o dinheiro é seletivo.

Marcus Nispel fez fortuna dirigindo filmes como ‘Sexta-feira 13’, ‘Massacre da Serra Elétrica’. São evidências de que, além de milionários no varejo, os EUA produzem idiotas no atacado.

Junto com os imbecis do resto do mundo, não permitem que falte plateia para o lixo que custeia o luxo.

Juliana Cunha postou: Para não mudar de opinião

9 dez

No blog da Companhia das Letras, o escritor Michel Laub - autor de Diário da queda - fez uma listinha de pedidos de fim de ano para o meio literário.

A lista contém apelos desesperados para que as pessoas do meio (autores, críticos, críticos da crítica etc) se comportem feito gente e parem de repetir sempre os mesmos clichês e comportamentos irritantes.

Gostei bastante de alguns itens, por isso, copiei a seguir:

  1. Editores, prefaciadores e escrevedores de orelha: sigam o conselho de Nick Hornby e não entreguem metade da trama, de preferência nem 1% dela. Também evitem dizer que a história que temos em mãos é “em última instância, sobre a própria literatura” ou “em última instância, sobre a própria linguagem”.
  2. Polemistas: quando confrontados, a não ser que seus familiares e animais domésticos sejam nominalmente referidos, não acusem o adversário de estar levando para o lado pessoal. Admitam que alguém pode achar estúpido o que vocês afirmam — e, no limite, não há forma mais honesta de dizer isso do que usar a palavra “estúpido”.
  3. Produtores culturais, professores, bibliotecários: deixem uma pequena parte dos debates em feiras, festivais e eventos literários para a literatura em si, em vez de dedicar 100% de suas intervenções ao problema da educação, às políticas públicas para compras de livros e ao mercado.
  4. Conselho do item anterior aplicado a jornalistas: só algumas perguntas a menos, e se isso não der muito trabalho de pesquisa, sobre e-books, blogs, redes sociais e influência da internet na ficção.

Como deu para notar, minha listinha de itens queridos seguiu toda uma sequência numérica bonita de se ver. O problema foi o item que se seguiu a ela:

5. Pessoal dos itens anteriores que é contra renúncia fiscal no âmbito da literatura: nada contra seus argumentos — até concordo com muitos deles —, mas não deixem de explicar por que a ajuda a um escritor é moralmente diversa de casos que vocês em geral defendem (ou não criticam em público). Exemplos: bolsas para estudantes de letras, principalmente se você se enquadra nessa categoria, e subsídios à imprensa, principalmente se a empresa onde você trabalha tiver feito uso deles no passado (ou, mais provável, ainda faça no presente).

Sou dessas que acham errado escritor receber bolsa. Mais que errado, sinto mesmo que é algo deplorável. Me parece lógico que o escritor tenha as seguintes opções limpinhas para seu sustento:

  1. Um segundo emprego, como Machado de Assis, por exemplo, e toda a linhagem de escritores funcionários públicos desse Brasil brasileiro;
  2. Marido/mulher/pai rico. Nesse caso, o escritor seria como a blogueira mãe fazedora de cupcakes que aparece nesse post (há mil variações para essa categoria: a blogueira mãe artesã, blogueira mãe fotógrafa de Tumblr, blogueira mãe estilista, blogueira mãe chef etc.);
  3. Participar de todos esses eventos literários que pagam pela presença de escritores, mais ou menos como um cachê de príncipe de festa de 15 anos;
  4. Cursos de escrita criativa/literatura/afins da Escola São Paulo, Casa do Saber, Academia Internacional de Cinema etc;
  5. Engolir o choro e escrever algo que venda.

Por outro lado, sempre me pareceu justo que o Estado pagasse bolsa a estudantes e pesquisadores sem que eles precisassem “engolir o choro e pesquisar algo que venda”, o que aparentemente torna minha opinião bem contraditória.

Em ambos os casos, a maior probabilidade é que o dinheiro gasto pelo governo tanto em um escritor quanto em um pesquisador sirva apenas para o proveito da própria pessoa contemplada pela bolsa. É difícil que tanto um quanto outro escrevam algo que interesse outras pessoas, justificando assim o investimento público.

No caso dos estudantes, sempre pensei que era correto o Estado investir no escuro, mesmo sabendo que a maior parte dos estudantes e até dos pesquisadores profissionais nunca dará uma contribuição que valha a pena. Por que eu não penso o mesmo no caso dos escritores?

Reparem que sou uma pessoa acomodada, que não gosta de mudar de opinião. Se vocês puderem, por favor, resolver o impasse apresentado justificativas para ser legal dar bolsa para estudante e não ser legal dar bolsa para o talvez próximo Lima Barreto eu agradeceria de coração.

Juliana Cunha

###

Cyntia

Oi Ju! Pode ser muito simplista o que vou dizer, mas enfim: no meu ver, investir no estudante é dever do Estado, seja ele estudante do que for, Direito, Letras, Química ou Artes Plásticas. Educação é um dos (poucos, na minha opinião) deveres do Estado. O mesmo para pesquisa: em geral se precisa de MUITA pesquisa para que se produza algo relevante, em qualquer área do conhecimento. Também me parece um dever, primeiro, do Estado, e depois, da iniciativa privada. Agora, uma vez formado, siga sua vida. Não há bolsa advogado, bolsa médico, bolsa engenheiro, bolsa arquiteto, para aqueles que se desvinculam do meio acadêmico. Deveria também ser assim para todas as áreas. Quer fazer cinema: engula o choro e faça 1 (pelo menos 1) filme que venda. Quer fazer moda: talvez vc tenha que começar como vendedora de loja. E daí? É duro pra todo mundo, é suado pra todo mundo, não é o perfect job pra ninguém. Eu tive bolsa para um mestrado. Mas uma vez formada, é cada um por si mesmo…

Lauro Jardim postou: Um cargo para o companheiro

22 nov

Aldo Rabelo nomeou Márcio Santos para  exercer o cargo de  (respire fundo…) “Coordenador-Geral de Gestão da Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte da Secretaria Executiva do Ministério do Esporte”.

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 226 other followers