Juliana Cunha postou: O pequeno chef
As pessoas me perguntam como anda o Projeto Culinária e eu fico sem jeito de responder. Observe, no fim do ano passado desisti de livro do Oliver, livro do chef fulaninho e adotei um livro chamado “O Pequeno Chef”, da Publifolha. Fotos simpáticas, receitas muito bonitas e didáticas. Rola todo um constrangimentos nas partes em que o livro indica que você deve “chamar um adulto para ajudar a cortar”, mas dignidade não enche barriga. Literalmente.
Semana passsada, reuni coragem e tentei a primeira receita do Pequeno Chef: cookies de damasco. Fiz duas fornadas com sete biscoitos cada. Durou sete dias. Nesse meio tempo, Ludmila, minha amiga de Brasília que acabou de se mudar, veio aqui casa. Estávamos ouvindo o cd novo do Vampire Weekend, jogando conversa fora sobre a vida, os freelas e como proceder quando seu computador não obedece comandos simples. Enquanto isso, o pratinho dos biscoitos estava no meio do sofá-cama onde estávamos esparramadas. Quantos biscoitos Ludmila comeu? Um. B-e-m d-e-v-a-g-a-r.
Eu realmente não sei o que fiz de errado. Reconheço que a receita usa medidas em grama e, por não ter uma balança, eu meio que fiz no olho. Reconheço que a primeira fornada tostou levemente na bundinha, o que prejudicou o resultado. De resto, tudo ocorreu perfeitamente. Os cookies, no entanto, ficaram comestíveis, porém são primos apenas distante dos cookies que aparecem na foto do livro.
Caso alguém seja mais habilidoso que eu e queira tentar, a receita é a seguinte:
- 75g de damascos secos
- 100 g de farinha integral
- 60g de aveia em flocos
- 50g de castanhas-de-caju picadas (acabo de lembrar que, no mercado, eu jurava que era castanha-do-pará e acabei comprando errado)
- 125g de manteiga sem sal (super usei a com sal)
- 75g de açúcar mascavo (super usei refinado)
- 2 colheres de sopa de mel
- Preaqueça o forno a 180°C e unte duas assadeiras com manteiga. Corte os damascos em pedaços pequenos e coloque numa tigela.
- Adicione a farinha, a aveia e as castanhas à tigela. Mexa bem com uma colher de pau. Corte a manteiga em pedaços e derreta numa panela.
- Coloque o açúcar e o mel na panela. Mexa com uma colher de pau até que o açúcar e a manteiga tenham derretido
- Passe a mistura de manteiga para a tigela e misture. Coloque cinco colheres de sobremesa em casa assadeira, com espaço entre os biscoitos.
- Amasse os cookies de modo que fiquem com cerca de 5cm de diâmetro e 1cm de espessura (am ram, Cláudia, busca lá a régua). Asse por 15m ou até dourarem.
Como em toda receita feita por mim, podia rolar um último passo: cruze dos dedos.
Juliana Cunha
Shibbo:
Conversa entre eu e minha amiga sobre seu post:
N. says:
*sabia que a folha tem um livro chamado ‘o pequeno chefe’?
*pra crianças?
*vou comprar
*essa receita é de lá
Tati says:
*Que digno! (-NOT)
N. says:
*super minha cara um livro pra crianças cozinharem, ok
Tati says:
*Vc tem que procurar um pra crianças da AACD ou algo assim.
*Que tem espaço na receita pra brincar com a comida
*E as fotos são para colorir
Super ficou a dica do que é ser um fail culinário entre os conhecidos.
The Classe Média Way of Life postou: Deleite sem limites para a Classe Média (2): o filme do Lula
Você não leu errado. O filme do Lula é, sim, deleite sem limites para a Classe Média. Tudo o que o médio-classista padrão mais queria como presente para o início do ano, era um motivo bem grande pra falar mal do Lula. Graças à ambição desmedida do diretor e do produtor, à massagem certeira no ego do mandatário e à cabeça oca de uma pá de assessores presidenciais, estreou, no primeiro dia do ano, o filme sobre a vida do Presidente da República.
A se julgar que na Classe Média todos são esclarecidos e escolarizados, o que quer dizer, exatamente, que são inteligentes, e ao juntarem na mesma equação “filme do Lula” e “ano eleitoral”, há de se chegar à brilhante conclusão de que o filme tem intenções eleitoreiras. Provar a própria inteligência é um deleite para a Classe Média.
Quando o médio-classista abrir a Veja e ler que o filme é horroroso, mentiroso, exagerado e politicamente tendencioso, que transformaram um vilão em heroi, soltará um “eu já sabia” em pensamento. A confirmação de seu poder de dedução é um deleite para a Classe Média.
Quando for ao cinema assistir Avatar, e for obrigado a ver o trailler do filme do Lula, berrará palavras como “ladrão” e “cachaceiro”, mostrando toda a educação da Classe Média, que se abstém de gritar “paraíba”, “baiano” ou algum nome em referência à deficiência física do personagem, porque mamãe ensinou, na sala do apartamento, que é feio. Provar a superioridade da própria criação é deleite para a Classe Média.
Quando a Folha publicar uma matéria informando que “descobriu” que os financiadores do filme têm interesses no Governo, ficará surpreso pelo fato de empreiteiros e empresários um dia financiarem alguma coisa de olho em vantagens na relação com o poder público. Lula perverteu os coitados dos empresários! Demonstrar publicamente esclarecimento e conhecimento dos fatos é o puro deleite da Classe Média.
Não assistir o filme e dizer que o mesmo é ruim, é liberdade de expressão. Para o deleite da Classe Média, nasce um clássico do gênero “não vi e não gostei”.
(Link para The Classe Média Way of Life – e todos os outros – na coluna ao lado)
Noblat postou: Presidente do PSDB chama Dilma de mentirosa
Nota oficial do PSDB, assinada por seu presidente, o senador Sérgio Guerra (PE), e que acaba de sair do forno:
“Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.
Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.
Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.
A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.
Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.”
Ao lado, link para Noblat
Rosana Hermann postou: Professora
Respeito é bom e eu gosto.
A frase é um clichê tamanho XG, mas tem seu mérito. Porque é gostoso ser respeitado. Não precisa ser uma coisa exagerada, recoberta de salamaleques, pode ser só aquele basicão.
No mundo moderno o respeito anda perdendo a força. Somos desrespeitados como cidadãos, motoristas, pedestres. Perdemos um pouco do respeito como adultos, pais, filhos. Enfim, a coisa não anda muito em alta pro lado do respeito.
Por isso mesmo senti um verdadeiro choque hoje de manhã. Eu, que sou a rainha da desorganização burocrática, tive que juntar vários documentos para fazer algo muito nobre: me registrar como professora universitária. Sim, querido leitor, fui convidada para ser professora da FAAP, no curso de comunicação (depois eu conto mais detalhes).
Da chegada ao RH, passando pela Faculdade de Comunicação, o ambulatório médico, o posto bancário, fui tratada como ‘professora’ aqui, ‘professora’ lá, ‘professora’ em todo lugar. Me senti assim… uma professora.
Fiquei encantada. Me senti lisonjeada. Senti aquela sensação de reconhecimento genuíno de quem ocupa um lugar merecido. Me fez lembrar uma ocasião que já relatei algumas vezes, uma lição que recebi de um motorista na Bahia. Numa cobertura de carnaval para a extinta Rede Manchete, passamos uma semana com um mesmo motorista que dirigia a van para a equipe. Ao final do árduo trabalho, resolvemos oferecer um almoço para ele. A equipe, muito paulistana e paternalista, achou que oferecendo um almoço para o motorista estaríamos demonstrando nossa superioridade e cortesia. De alguma forma, era uma ajuda mais ou menos arrogante, de cima pra baixo, de patrão para empregado.
Pois na hora que todo mundo se juntou para convidá-lo para um almoço luxuoso num ótimo restaurante em sua homenagem, o motorista, que suportou a equipe durante toda a semana, virou-se do alto de sua dignidade e disse apenas:
- é justo!
Adorei aquilo. Aquele senso de justiça sem rebaixamento, sem puxa-saquismo, sem hipocrisia. Ele trabalhou, ele fez tudo o que tinha que fazer, foi pago para isso e estava ganhando um presente justo de uma equipe favorecida pela sociedade.
Eu me senti exatamente como o motorista. Achei justo ser bem tratada. (Na vida online o respeito parece ter saído da pauta. Orkut e Twitter eu sei que ele não tem…)
E além de justo, muito gostoso.
Para retribuir, vou oferecer o meu melhor. Minha forma de respeitar os alunos será dar a eles o meu melhor.
Ah, sim, as aulas começam em fevereiro!
(Link para Rosana Hermann – e todos os outros – na coluna ao lado)
OAB lamenta morte de Arns e a compara a Madre Teresa
De O Globo:
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, lamentou a morte da fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Britto, que foi colega de Zilda no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, afirmou que a médica está no mesmo patamar de personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.
A seguir, a íntegra da nota:
“A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.
Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.
São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos.
Guilherme Fiuza postou: A conta da festa
Alguém aí tem 140 bilhões de reais para emprestar? Não é um jeito muito simpático de começar 2010, mas é que o presidente da República deixou essa pendura para vocês.
O rombo nas contas públicas em 2009 cresceu módicos 278%. É a fartura postiça do Plano Dilma. Postiça como o próprio plano, como a própria Dilma e suas verdades de ocasião.
Mas não haverá problema. O Datafolha acaba de apontar Lula como o brasileiro mais confiável. Emprestem, portanto, esse dinheiro a ele. Deus lhes pague (sem recibo, que isso não se usa mais).
Se Deus der calote, não adianta cobrar de Lula. Os dois hoje são praticamente a mesma pessoa. Aí é rezar para Santa Edwiges.
Ou então para São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis. Ele vai dar um jeito de fazer com que essa conta feche. E com que o filho do Brasil (já em cartaz!) e sua enteada continuem distribuindo dinheiro de graça por aí, empregando a companheirada toda, e anunciando o final feliz mais barato da história.
O brasileiro é um povo consciente. Se Lula é aclamado como a pessoa mais confiável do país, provavelmente já está vigorando a lei do almoço grátis. Empanturre-se à vontade.
Não precisa enfiar a mão no bolso para pagar o banquete de 140 bilhões. Deixe que Lula faz isso por você, do jeitinho de sempre: aumenta mais um poquinho a Cide, a Cofins e outras sopas de letrinhas que você nem nota no cardápio; segura sua restituição de imposto e aplica no mercado financeiro; diminui o superávit e joga dívida para depois de amanhã, que ele não vai mais estar aí mesmo; deixa as linhas de transmissão de energia como estão e negocia um cessar-fogo com São Pedro.
Vai dar tudo certo. A ressaca será grande, mas você também não pode querer tudo. Feliz Ano Novo.
(Link para Guilherme Fiuza – e todos os outros – na coluna ao lado)
A felicidade deveria ser o caminho, não o destino. Mas as coisas não funcionam assim.
Se você não tomar cuidado, vão roubar os melhores anos da sua vida, as melhores horas do seu dia, a sua saúde e a sua energia. Tudo isso em troca de dinheiro para comprar o que você não precisa, cumprir com as expectativas dos outros, ou porque é “assim que todo mundo faz.” Ou simplesmente vão te sugar e te deixar um trapo só porque você deixou. É assim que o mundo funciona,e é isso que o sistema faz com você. E eu digo “sistema”, que é uma palavra boba, mas podia dizer “a vida”, a “sociedade,” os “outros,” o mundo.
Estou morta de cansaço, desde que cheguei do Brasil não consegui descansar direito, nem arrumar as coisas, nem parar para pensar. Fazia um calor insuportável no Rio, fazem menos 2 graus de manhã aqui. E hoje eu acordo, puta da vida, ainda cansada e muito mais atrasada do que deveria, pensando em todas as coisas que devia/queria fazer, mas não posso, porque tenho que sair pro escritório, passar o dia fazendo coisas irrelevantes, voltar para a casa que está uma zona quando já estou cansada demais para resolver o que preciso, lavar e guardar as roupas, fazer comida, responder os emails, ou fazer qualquer coisa minimamente importante. Perceba que não estou falando de flanar, passear e me divertir, mas só de conseguir atender às minhas necessidades e obrigações, as coisas que são importantes para mim, e não para a empresa onde eu trabalho, onde o lucro nunca é suficiente mas os salários das pessoas tem que ser.
E fico mastigando pensamentos inúteis, no meu mau humor: “imagina se alguém me tirasse de casa e da minha família aos, digamos, 15 anos, me levasse para algum lugar horroroso, para fazer um trabalho insuportável, cansativo, estressante, sem nenhum prazer, e eu tivesse que viver assim até mais ou menos uns 60 anos, quando me trariam de volta, já quando meu corpo estivesse fraco e cheio de dores, e minha cabeça não fosse mais tão ágil, para aproveitar a esmola do restinho da vida?” É esse o meu ciclo, a diferença é que ele é diário, e não no tempo de uma vida.
Hmm, mas não era exatamente isso que se fazia antigamente? Os guerreiros, os exploradores, sei lá mais quem? Imagino perfeitamente um cidadão britânico que passasse os melhores anos de sua vida pegando malária e suando em bicas em algum cafundó quente e cheio de mosquitos, para voltar pra casa já velho e podre, com um rabicho de vida para tentar ser feliz. Não é isso que as pessoas fazem até hoje, achando que vão ser felizes depois de se aposentarem? Nossa sociedade é totalmente baseada na idéia de felicidade, mas ela não é feita para que ninguém seja feliz. As engrenagens são feitas para que você passe 10 horas por dia fazendo alguma coisa chata, mais umas 2 horas no trânsito, mais 8 dormindo (se tiver sorte), e depois disso, tentar ser feliz no restinho de dia, com a esmola de vida que te deram. E todo mundo acha normal.
A própria idéia de aposentadoria é insana: se o trabalho fosse bom, porque eu não poderia trabalhar e descansar, alternadamente, até morrer? Não quero o prêmio duvidoso de ficar de papo pro ar quando estiver já muito cansada para aproveitar (até porque a gente nunca sabe se vai chegar na idade da posentadoria). Não quero que o prazer e as minhas necessidades sejam a cenoura na frente do cavalo no final da vida, no final do dia, no final de semana.
E sim, estou mal humorada, estou cansada, estrou de bode pós férias, e sei perfeitamente que só pude passar 15 dias no Rio com a família porque tenho um emprego do qual estou reclamando, mas não é por isso que eu tenho que concordar com a forma como as coisas funcionam. Se alguém ainda não percebeu, eu não me vendo por tão pouco.
Fonte: http://www.baxt.net/blog/
10 coisas que você talvez não saiba sobre o ano de 2010
Claudio R. S. Pucci
Apesar da maioria das pessoas entrar em um novo ano acabada, de ressaca e com sono graças aos abusos da festa de réveillon, ainda é a única celebração que restou que traz a idéia de renovação e esperança, já que durante os séculos, eliminamos todas as festas dos solstícios das estações do ano (celebrações que louvavam o fim de uma e o começo de outra).
Outra coisa que sumiram da vida dos brasileiros foram os almanaques anuais (os mais famosos antigamente eram o do Biotônico Fontoura e o Bertrand), que traziam dados sobre o ano. Sendo assim, na esteira das comemorações e seguindo a tradição dos antigos livros, trazemos 10 fatos interessantes sobre o ano que está nascendo:
1) Para a ONU é o ano internacional da biodiversidade. No Brasil é ao nacional de Joaquim Nabuco (comemora-se o centenário de seu nascimento).
2) Teremos quatro eclipses: uma solar em 15 de janeiro (a de maior duração no século 21), uma lunar parcial em 26 de junho, uma solar total em 11 de julho (só no hemisfério sul) e uma lunar total em 21 de dezembro.
3) É um ano considerado comum, já que fevereiro só terá 28 dias.
4) No Brasil teremos um novo censo.
5) Para aqueles que adoram um feriado (período onde as pessoas levam quatro horas para fazer um percurso de uma nas estradas), teremos alguns que poderão ser emendados: Corpus Christi em uma quinta, 3/6; três caindo em uma terça-feira: independência em 7/9, Nossa Senhora em 12/10 e finados em 2/11. A Paixão de Cristo em 2/4 cai em uma sexta, Tiradentes (21/4) numa quarta e proclamação da república (15/11) em uma segunda-feira. O dia do trabalho e o Natal cairão em um sábado.
6) Maitê Proença, Aécio Neves, Felipe Camargo, Antonio Banderas, Sean Penn, Gilberto Kassab, Hugh Grant, Carla Camurati, Jean-Claude Van Damme e Tato Gabus Mendes completarão 50 anos de idade.
7) Já o Corinthians comemora seu centenário em 1º de setembro.
O Brasil chorará os 40 anos da perda de Oscarito, um dos maiores comediantes que atuaram no cinema nacional; a França lembrará os 40 anos da morte de Charles De Gaulle, o presidente que tirou o país de uma guerra nos anos 40 e colocou em outra nos anos 60 e o mundo lembrará os 40 anos do passamento de Jimmy Hendrix, o maior guitarrista de rock de todos os tempos.
9) No ano de 2010 nós saberíamos para que serviam os monolitos surgidos em 2001 na obra de Arthur C. Clarke, 2010 – o ano que faremos contato. Já no filme Absolom, 2010 é o ano em que um poderoso vírus se alastra matando metade da população mundial e é quando acontece a migração dos alienígenas que vivem no Distrito 9.
10) Se tudo der certo, tanto São Paulo quanto o Rio ganharão novas linhas de metrô, João Pessoa anunciará a construção de um arranha-céus de 52 andares e ainda na terra da garoa o trecho sul do rodoanel estará pronto.
Especial para Terra
Personal Capataz
Acho que em alguma encarnação futura eu serei muito, muito rica e empreendedora. Porque as ideia para o estrelato e dinheiro não me faltam. Por exemplo, é notório que daqui a uns anos quase todo mundo vai ser freela. Tipo, ilustrador, designer, jornalista, advogado, contador, essas coisas. Essa gente toda vai trabalhar de casa. E em casa, como sabemos, é onde costuma ficar a cama, a geladeira, a televisão etc.
Nessa nova realidade, uma empresa de Capatazes certamente teria mercado. É assim: você contrata a minha empresa e às sete da manhã eu mando um funcionário altamente especializado para a sua residência. Ele te empurra pra fora da cama, enfia sua cabeça na pia e te açoita até que pelo menos 80% do seu trabalho do dia esteja feito. O capataz fica posicionado em uma cadeira atrás da sua e de frente para o seu monitor. Ao menor sinal de Twitter, ele te açoita com um chicote que tem espinhos na ponta. Se passar mais de dois minutos vislumbrando uma tela vazia, ele troca sua cadeira com nome de gente por um móvel das Casas Bahia que pinica quando você encosta o joelho no tampo da mesa.
A coisa mais parecida com o Personal Capataz que já vi no mercado é o Personal Trainer e quem já contratou os serviços desse tipo de profissional sabe que funciona. Qual seria a mágica diferença entre ir a uma academia e ter um professor particular? Complexos conhecimentos técnicos aprendidos por malhadinhos em cursos de educação física? Am ram, Cláudia, fica esperando. O Personal Trainer não serve para evitar que você tenha distensões, ele serve para te obrigar a fazer o que é certo. É um mercado de ouro. Praticamente um Grilo Falante armado.
Outra ideia que tenho é para uma loja de departamentos setorizada por problemas. Você chega na loja e se dirige ao setor que só tem roupas que ajudam a disfarçar o seu problema. Setor da Perna Grossa, Setor da Falta de Peito, Setor da Obesidade Mórbida e por aí vai. Assim você tem segurança de que todas as peças daquele setor vão te favorecer sem ter que contratar uma stylist nem ficar decorando dicas do Oficina de Estilo.
Na porta da loja teria uma funcionária especializada em detectar o problema alheio. Ela ficaria em uma salinha blindada para evitar ataques de fúria e faria o diagnóstico de cada cliente que entrasse. Isso serviria pra evitar que o cliente fosse autocomplacente e se apegasse a um problema menor. Tipo, sempre tem gorda que acha que o problema dela é falta de peito, essas coisas.
Ideias muito rentáveis. Vou começar a gastar por conta.
Juliana Cunha
http://mateipormenos.apostos.com
Leave a Comment
